Só uma (longa) nota

Não importa o assunto, mas a gente sempre, sempre faz a escolha errada.

Eu realmente queria ser uma pessoa SAFADA – não no sentido pornográfico da coisa.
Safada, pilantra, ligeira… alguém que realmente tem um foda-se colado na testa, pra tudo que é coração.

Será que dá pra aprender a ser assim, ou será que vou ter que viver pra sempre com esse fardo de mulherzinha frágil?

Merda.

Adeus

…Pois às vezes é preciso saber dizer adeus.
Saber separar razão de emoção, costurar o coração, deixar ele cicatrizando, até enfim, a dor desaparecer.

Talvez meu problema, durante todos esses anos, seja não aceitar perder, muito menos pra outra pessoa; muito maior do que a solidão é a indignação, a raiva por ter sido substituída.

E no fim… é tudo igual, amores vão e vem.

A partir de hoje, aceito essa condição pra minha vida.
Aceito que perdi e resolvi deixar isso no passado. Pra sempre.

Talvez eu vá pro Texas, talvez pro Alabama… talvez ainda continue por aqui. Não tentarei mudar por ninguém, nem pra ninguém. Sou assim, serei pra sempre assim e não quero perder minha essencia.

Seja feliz como quiser, como puder nas tuas coisas complicadas que eu serei aqui, nas minhas simples, com meus milhões de sóis girando em torno da minha cabeça e minhas luas influenciando nos meus humores.

PELA VOLTA DA FEMINILIDADE!

Nattie e eu queremos criar o Movimento Feminino… chega de Feminismo! A mulher não pode se igualar ao homem e isso não é papo machista!

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Vou explicar: Hoje em dia, a sociedade é muito aberta a tudo e isso já virou moda, perdeu o valor. As mulheres, quando criaram o movimento feminista, perderam parte de sua essência; não tô dizendo que devemos ser escravas de homens.

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“All I wanted was just what everybody else wants, you know, to be loved.”
(Rita Hayworth)

O ponto principal, o que gerou esse assunto foi a falta de romantismo dos anos 60 pra cá. Antes o machismo era escancarado, o homem era viril, trabalhava fora, cuidava das finanças, não deixava a mulher nem sonhar com isso, mas por outro lado ela podia viver o amor que sonhava, era quase conto de fadas (digo nos relacionamentos onde realmente existia o amor), ela ganhava flores, declarações de amor, músicas dedicadas nas rádios, bailinhos, cinema e pipoca…
Nessa época dourada, uma mulher sentia mais prazer em se arrumar, mesmo que fosse pra ir até a padaria e voltar pra casa.
Unhas bem feitas, cabelos arrumados, roupa bonita, mesmo que simples e um carão de “Que lindo dia” e isso atraía os olhares dos machos desesperados – Mesmo as cantoras de botequim, as prostitutas, as poetisas, escritoras e mulheres ‘pra frentex’, não precisavam ser vulgares ou superficiais, tudo era extremamente natural, feminino e a coisa fluía.

Mulheres apaixonadas, desconsoladas, dramáticas e duronas, todas querem viver um grande amor, mas pra vivermos um grande amor, precisamos ceder um pouquinho, precisamos parar de querer igualdade com os homens, senão nos tornaremos iguais a eles até no modo de pensar, de agir, de falar e não é isso que devemos ser. Não que não possamos ter bons empregos ou que devamos abaixar a cabeça e pegar a cerveja dos machos na geladeira, mas precisamos sonhar mais, sorrir mais e deixar o coração se apaixonar.

PELA VOLTA DA FEMINILIDADE!

“Tudo é uma questão de manter…

A mente quieta, a espinha ereta e o coração tranquilo.”

Mas é tão difícil quando, por natureza mesmo, você se apega firmemente  -como um carrapato sedento- a uma pessoa que pode jura ser a pessoa certa na sua vida.
Sei que é ‘meio’ adolescente ‘demais’ falar de desilusões amorosas, é piegas, é chato, mas quem sofre, se consola chorando ou escrevendo (no meu caso, faço as duas coisas).

O que ocorre é que a gente sempre sofre o mesmo tanto, apesar de que a cada novo amor, parece que a perda é maior e o nosso lado racional pensa:

-Já passei por isso antes e sei que vai passar
-Ah, ele nem era tudo isso mesmo…
-Idiota, idiota, idiota
-Sou boa demais pra ele

Mas o nosso lado emocional não aceita, não compreende o porque aquele filho de uma égua mal comida nos deixou, daí vem o chororô:

-Me perdoa, nunca mais faço isso
-Eu te amo demais, você não pode fazer isso comigo
-O que eu vou fazer da minha vida sem você?
-Nunca mais conseguirei amar ninguém

Daí que entra a parte, que só depois que  leio o que eu falo quando estou emocionalmente abalada por um fim de namoro, eu começo a ver como a gente é babaca quando está apaixonada.

O problema é quando a coisa num vai nem fica, daí eu não consigo me libertar do sentimento, mesmo sabendo que a dúvida é a única coisa que eu tenho certeza.. hehehe

Hoje eu precisei ouvir umas coisas pra acordar, de certa forma e é o momento exato de deixar isso pra trás, lá no passado. Foi bom enquanto foi, mas não é mais.

So, bye bye love…

Ser ou não ser… vegetariano?

Ahm… Não, obrigada!

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Não adianta ter dó da vaquinha, do boizinho ou da galinha se você não tem uma boa dieta, mesmo sendo vegetariano.
Conheço diversos vegetarianos que nem são tão ‘naturebas’ quanto podem se achar.
Abusam de alcool, nicotina e outras drogas ilícitas, além das alternativas do tipo: Chocolate, pizza, refrigerante, balas, salgadinhos, etc, etc, etc…

Ora, gente, concordo que tem mais boi que gente no Brasil e isso faz um mal danado pro aquecimento global(??) (é isso mesmo?), mas já pensou se o mundo inteiro resolvesse virar vegetariano?
As florestas sumiriam; iria desequilibrar todo o nosso lindo ecossistema e vegetarianos são flácidos, apesar de normalmente magros.

Não condeno quem é amigo do verde -eu também sou- só não gosto de quem tenta nos fazer lavagem cerebral.

Mas agora, falando sério, não tem coisa mais gostosa que um coraçãozinho da galinha, uma picanha bem gorda e sangrando, ou um pé de frango na canja.

Deus fez a vaca pra nos dar o leite, mas o boi, o porco, o frango e o peixe, Ele fez pra ‘nóis cumê’.

The Blues

12/04/08

Ouço Blues porque acho a tristeza linda
E as tragadas de cigarro são tão envolventes
E os goles de whisky, tão “curadores”

Ouço Blues porque eu sou assim
Melancólica, sozinha
o Blues é sim, uma ótima companhia…

Eu ouço Blues, porque meu coração é do mundo
Porque eu não sou de um só
E me confundo o tempo todo…

Eu queria ouvir jazz e tomar martini
Mas ouço blues e bebo whisky.

Para Kerouac

Tristes noites em claro
Como se fosse o orvalho da manhã
sobre as folhas verdes do verão
Com um gosto de chuva
no coração da cidade
E o sentimento que reluta pra não morrer
quase desaparece em meio ao caos
os corações apaixonados, revoltados
já não ligam pro amor
nem pra dor
Venus in Violets
Spiders from Mars
E o barulho desses caminhões
fazem uma música violenta em meus ouvidos
E o sexo já não é mais belo
como antes
E os pássaros não cantam mais
E as moças não se pintam mais
e a cidade do meu peito
já não é mais a mesma.

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